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Polícia

Soldado da PM que estava em viatura que capotou morre após três dias internado; sargento também morreu

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O soldado da Polícia Militar que estava na viatura da corporação que capotou na Rodovia Marechal Rondon, em Avaí (SP), morreu na manhã desta terça-feira (12). O acidente aconteceu no quilômetro 365, na manhã de sábado (9).

O soldado Bruno Fernando Tunes, de 31 anos, que estava internado no Hospital de Base de Bauru (SP) desde o dia do acidente, é o segundo policial a ter a morte confirmada. Um terceiro PM segue internado em estado grave.

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Segundo informações da Polícia Militar, o soldado, que atuava no Batalhão de Ações Especiais (Baep) de Araçatuba (SP), teve morte cerebral constatada na noite de segunda-feira (11) e confirmada na manhã desta terça.

Além dele, o segundo sargento da PM André Luís Ciolin, de 41 anos, também do Baep de Araçatuba, não resistiu aos ferimentos e morreu no local do acidente.

O soldado Bruno Tunes (esquerda) e o sargento André Ciolin morreram após viatura da Polícia Militar capotar na rodovia Marechal Rondon, em Avaí (SP) — Foto: Reprodução

O soldado Bruno Tunes (esquerda) e o sargento André Ciolin morreram após viatura da Polícia Militar capotar na rodovia Marechal Rondon, em Avaí (SP)

O terceiro policial é o cabo Guilherme Yoshio Obana Belizário, de 34 anos, da PM de Andradina, que continuava internado até esta terça-feira (12) em estado grave no Hospital de Base de Bauru. Segundo o boletim de ocorrência, a viatura pertencia ao Batalhão da Polícia Militar de Andradina.

Segundo a PM, os três policiais seguiam para Araçatuba ao voltar de um curso em São Paulo quando a viatura capotou. De acordo com o boletim de ocorrência, os três foram lançados para fora do veículo durante o acidente. Ainda não se sabe o que provocou o capotamento da viatura.

O velório do soldado Tunes será na sede do CPI-10 e o enterro no Cemitério da Saudades, em Birigui (SP). A PM informou que, como o policial é doador de órgãos, por causa do protocolo médico para esse tipo de procedimento, ainda não havia previsão do horário do velório.

Veículo da Polícia Militar após acidente na Rodovia Marechal Rondon em Avaí (SP) — Foto: Polícia Militar Rodoviária /Divulgação

Veículo da Polícia Militar após acidente na Rodovia Marechal Rondon em Avaí (SP) — Foto: Polícia Militar Rodoviária /Divulgação
Com informações: g1 Bauru e Marília

Com informações CN

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Mulher é encontrada morta com saco plástico na cabeça e mãos amarradas

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postado em 12/11/2021 17:56

 (crédito: Reprodução/Instagram)

(crédito: Reprodução/Instagram)

Na última sexta-feira (5/11), Thalissa Nunes Dourado, de 27 anos, foi encontrada morta dentro de seu quarto, na casa onde morava com uma amiga, no bairro Caborê, na cidade de Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro. Quando a polícia chegou ao local, a designer de moda já estava sem vida e tinha a cabeça coberta por um saco plástico e as mãos amarradas.

Ao O Globo o delegado Marcelo Haddad, titular da 167ª DP, da cidade de Paraty, disse que os suspeitos do crime já foram identificados. A vítima teria sido morta por asfixia, mas só após o resultado do laudo da necropsia a causa da morte será confirmada.

Em depoimento, a amiga que dividia a casa com Thalissa contou que, na noite anterior ao crime, a vítima havia ido para um bar e teria chegado bêbada em casa, acompanhada por um casal de amigos. Ela contou que ouviu Thalissa subir sozinha para o quarto e não escutou nenhum barulho diferente.

Ao acordar, por volta das 5h, a amiga saiu de casa e, somente ao voltar, às 11h50, percebeu que Thalissa se atrasaria para o trabalho, então decidiu acordá-la. Quando abriu a porta encontrou a amiga já sem vida. Desesperada, ela ligou para outra amiga, que chamou o Samu e a polícia.

No dia do crime, uma perícia foi realizada no local e o corpo da vítima foi submetido a exame de necropsia. A polícia colheu imagens de câmeras de segurança da região e ouviu depoimentos de amigos e parentes da jovem.

A polícia analisou as imagens das câmeras e, segundo o delegado responsável pelo caso, as gravações trouxeram elementos importantes para a investigação. “Ouvimos familiares e amigos da vítima, inclusive pessoas que estiveram com ela nos últimos momentos, que estiveram com ela de madrugada” afirmou.

Ainda segundo o delegado, os amigos da vítima chegaram a desconfiar de suicídio, pois Thalissa sofria de quadro depressivo. No entanto, as provas colhidas apontaram para um crime. “Os elementos que colhemos apontam de forma muito contundente para um homicídio. Não há mais dúvidas quanto a isso. Já temos suspeitos do crime que estão sendo investigados. Estamos prestes a concluir essa investigação”, completou.

 

Designer e professora

Thalissa se formou em design de moda no Instituto Europeo di Design (IED), em São Paulo. Além disso, em um vídeo do IED, divulgado em 2014 no Youtube, quando ela ainda estava no 5º semestre da faculdade, ela apresentou uma proposta inovadora de tecido impresso e moldado em 3D.

Recentemente, a designer havia aberto um ateliê em Paraty, batizado de Alba, no qual produzia peças de vestuário. O perfil do ateliê no Instagram traz roupas tingidas e pintadas à mão, sempre com temas relacionados à natureza. “Ter conseguido dar a luz à @alba.ffffff, seguindo todos os propósitos que eu acredito dentro de um mundo mais consciente, continua sendo um aprendizado e evolução diários”, escreveu Thalissa em uma publicação feita no último 26 de agosto, quando ela completou 27 anos.

A jovem também atuava como professora na escola de idiomas Knn Idiomas Paraty. “Poder participar do processo de educação de uma pessoa é algo que ainda me emociona a cada lição que eu corrijo”, escreveu Thalissa em outro post. Por conta da morte de Thalissa, o estabelecimento suspendeu as aulas por dois dias.

 

Outros casos de violência em Paraty

Duas mulheres denunciaram, em maio, a falta de socorro após serem atacadas por um homem enquanto acampavam na Praia dos Antigos, na região da comunidade do Sono, a cerca de 35 km de Paraty. Elas contam que o homem estava visivelmente drogado e as perseguiu, tendo chegado a agredir uma delas. O caso gerou um protesto em frente à Câmara dos Vereadores de Paraty, no qual cerca de 100 mulheres pressionaram as autoridades pela criação de um Observatório do Feminicídio na cidade.

Também foi na Praia do Sono que um turista da Lituânia foi amordaçado, agredido e morto, e a sua esposa estuprada, em fevereiro do ano passado. Após a prisão de Edson Santos, apontado como autor do crime, novas vítimas de violência sexual em Paraty procuraram a delegacia para denunciar o suspeito. Ao ser preso, ele já tinha passagens por tráfico de drogas, estupro e estupro consumado.

De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Estado do Rio, de janeiro a setembro deste ano, Paraty registrou 24 casos de letalidade violência (indicador que inclui os casos de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e morte por intervenção de agente do estado). No mesmo período do ano passado, foram 22 casos.

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