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Presídios da região de Campinas somam 1,3 mil casos de Covid-19 entre presos e servidores; sete pessoas morreram

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Os 11 presídios da região de Campinas (SP) somam, desde o início da pandemia, 1.327 casos de Covid-19 entre detentos e servidores. O levantamento da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) a pedido da reportagem  revela que cinco trabalhadores e dois presos morreram após se contaminarem com o novo coronavírus.

Em relação aos casos, o número é 155% maior do que o registrado no balanço anterior enviado pela secretaria, no final de julho de 2020. Na época, a região de Campinas vivia o pico da primeira onda pandemia.

O maior número de casos se concentra no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Hortolândia. Só a unidade possui 1.018 casos entre presos, sendo que 1.017 se recuperaram e um morreu. Cinquenta agentes penitenciários que trabalham no local também se contaminaram. Todos estão recuperados.

outra morte de detento ocorreu na Penitenciária 2 (PII) de Hortolândia, onde foram registrados 29 casos. A unidade, no entanto, ainda não passou por testagem em massa.

Coronavírus nas unidades prisionais da região de Campinas

Unidade Casos entre presos Casos entre servidores
CDP Campinas 26 17
CPP Campinas 21 7
Penitenciária Feminina de Campinas 3 9
Penitenciária II de Hortolândia 29 16
Penitenciária III de Hortolândia 3 14 (1 óbito)
CDP Hortolândia 20 (2 óbitos)
CPP Hortolândia 1.018 (1 óbito) 50
CDP Americana 1 46 (2 óbitos)
CR Sumaré 1
Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu 23 23
CR Mogi Mirim
Total 1.124 (2 mortes) 203 (5 mortes)

Segundo a SAP, houve testagem em massa em seis unidades:

  • Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Campinas
  • Centro de Detenção Provisória (CDP) de Campinas
  • Penitenciária Feminina de Campinas.
  • CPP de Hortolândia
  • Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu
  • Centro de Ressocialização (CR) de Mogi Mirim

A secretaria afirma que as demais unidades devem passar pelo procedimento a partir de abril, de forma gradativa. São elas o CDP de Hortolândia, a Penitenciária II de Hortolândia, a Penitenciária III de Hortolândia, o CR de Sumaré e nos presos do CDP de Americana.

Morte de servidores

Dois agentes que atuavam no CDP de Hortolândia morreram em decorrência da Covid-19. Outros dois que trabalhavam no CDP de Americana também faleceram.

No CDP de Americana, a SAP testou todos os profissionais e identificou 46 casos. Dois trabalhadores ainda estão afastados.

A outra morte ocorreu na Penitenciária 3 (PIII) de Hortolândia. Já na Penitenciária Feminina de Campinas, que possui nove casos entre trabalhadoras, uma das vítimas está afastada.

CDP de Americana teve duas mortes de trabalhadores, segundo SAP — Foto: Paulo Augusto / EPTV

CDP de Americana teve duas mortes de trabalhadores, segundo SAP — Foto: Paulo Augusto

Em nota, a SAP afirma que afasta os servidores que apresentam suspeita de Covid-19, que passam a ficar isolados em casa. Além disso, diz que acompanha o quadro clínico e presta suporte necessário aos trabalhadores.

Ainda segundo a pasta, servidores com mais de 60 anos ou que tenham comorbidades estão afastados do trabalho presencial. Eles permanecem em casa, mas à disposição da secretaria.

Já nos casos suspeitos entre os presos, eles são colocados em isolamento e a Vigilância Epidemiológica local é contatada. “Os servidores em contato com o paciente devem usar mecanismos de proteção padrão, como máscaras e luvas descartáveis”, afirma.

“Se confirmado o diagnóstico, além de continuar seguindo os procedimento indicados, o preso será mantido em isolamento na enfermaria durante todo o período de tratamento”.

Diante dos números de confirmações e mortes nos presídios, a SAP afirma que realiza busca ativa de casos de Covid-19 em toda a população prisional.

Para tentar evitar a proliferação do vírus dentro das unidades, houve a suspensão de atividades coletivas, a intensificação da limpeza das áreas, a restrição da entrada de pessoas que não sejam funcionários, além da adoção de quarentena para os presos novos.

Outras medidas que a secretaria afirma que implantou foram o monitoramento do grupo de risco, a ampliação na distribuição de produtos de higiene, álcool em gel e sabonete e a entrega de equipamentos de proteção individual.

“Os cuidados com a população prisional, adotados nos presídios em todo o estado desde o início da pandemia, têm sido efetivos: a taxa de recuperados entre os custodiados está em 97,17% e o índice de letalidade, de 0,31%, está muito abaixo da população não privada de liberdade”, afirma a pasta.

Visita virtual

No início de março, o sistema remoto de visitas foi recolocado em prática nos presídios do estado. A volta das chamadas à distância entre presos e seus familiares ocorreu após a Justiça suspender as visitas presenciais.

“Somente pode usufruir da ferramenta o familiar que estiver cadastrado no rol de visitas dos reeducandos”, informa a SAP.

Com informações G1 Campinas

 Foto: divulgação

Fonte: CN

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