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Vacina reduz em 52% as internações de idosos acima de 80 anos por covid-19 em Indaiatuba

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Do total de pessoas com a imunização completa, até hoje, uma delas teve a doença e morreu em decorrência dela, em Indaiatuba; o percentual de redução nas internações é observado de março para abril.

Por Patrícia Lisboa

Até às 17h05 desta sexta-feira (7/5), a Secretaria de Saúde de Indaiatuba havia aplicado a primeira dose da vacina contra a covid-19 em 44.836 pessoas e 23.751 pessoas também já tinham recebido o reforço da segunda dose.

O primeiro reflexo da vacinação, segundo a responsável pela Pasta, Graziela Garcia, é a redução de 52,17% nas internações de idosos acima de 80 anos, por causa da doença, de março para abril deste ano, caindo de 23 para 12 internados no período.

Os idosos acima de 90 anos receberam a primeira dose da vacina, em fevereiro. No início de março, os idosos de 80 também começaram a ser imunizados. Não houve atraso na aplicação da segunda dose, em Indaiatuba.

Os óbitos de pessoas acima de 80 anos, por causa de complicações da covid-19, também tiveram queda de março para abril, de 11 para sete casos. A redução é de 63%.

Até hoje, entre o total de pessoas com a imunização completa contra a covid-19, uma delas teve a doença e morreu em decorrência dela, em Indaiatuba.

A vítima foi uma mulher, de 81 anos, que havia tomado as duas doses da vacina há mais de 15 dias (que é o tempo que leva para se obter o efeito protetivo da vacina) e faleceu no dia 27 de abril. Ela também era hipertensa e estava internada no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc).

Em entrevista exclusiva ao Blog da Pimenta, Graziela lamentou a ocorrência do óbito de pessoa vacinada, mas, afirmou que, apesar desse caso, a redução dos índices de internações e de óbitos demonstram a efetividade da vacina contra a covid-19. Para ela, o avanço da imunização da população é o caminho para o combate à doença.

Porém, neste momento, em que ainda não há quantitativo suficiente para a vacinação de toda a população, a secretária reforça que é imprescindível que as pessoas continuem com os cuidados de prevenção, com o uso da máscara, evitando aglomerações, além da higienização frequente das mãos. “Enquanto não tem vacina para todos, tem que reduzir a circulação de pessoas e tomar os cuidados”, frisou Graziela.

CONTAMINAÇÕES FORA DE CONTROLE

A secretária municipal da Saúde também informa que ainda é alta a circulação do vírus na cidade, por isso, o risco de contaminações também é elevado.

Segundo ela, há um descontrole em relação as contaminações no País, por isso, é maior a dificuldade de identificar os locais de maior risco para a doença.

Diante desse cenário, a secretária faz um alerta: “Não levem os idosos para festas só porque ele está vacinado. A circulação do vírus ainda é alta”.

MUDANÇA DE PERFIL

Os idosos acima de 80 anos – que foram as principais vítimas fatais da covid-19, antes da imunização –, hoje, não são mais maioria entre os internados. A prevalência, neste momento, é de pessoas acima de 60 anos. Esse público começou a receber a primeira dose da vacina contra a covid-19, nesta sexta-feira (7/5).

A secretária da Saúde afirma que o município tem estrutura para acelerar a vacinação da população contra a covid-19, mas, o ritmo ocorre de acordo com a disponibilidade de doses da vacina.

Segundo ela, por causa do trabalho de logística para a distribuição dos lotes de vacina – que começa pela Capital e, depois, segue para o Interior – há sempre um atraso entre os cronogramas de vacinação divulgados pelo Estado e o recebimento efetivo das vacinas.

Até aqui, o município também não fez reserva de vacina para a segunda dose porque, de acordo com a secretária, não houve essa recomendação efetiva pelos governos estadual e federal.

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