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Indaiatuba

Documentário aborda aplicativo desenvolvido para comunidade autista

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Lançamento da produção contará com debate de especialistas e depoimentos. Créditos da fotos: Fernando Schroeder.

O aplicativo Rede Azul – que já reúne indicações de locais, serviços e oportunidades amigáveis à comunidade autista em quase todos os estados brasileiros – é o tema do documentário A Rede Azul, que será lançado nesta terça-feira, 19. Produzido pela Acid Filmes, o média-metragem aborda aspectos do cotidiano de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) a partir da história do app idealizado por Elaine Marques, mãe de uma garota com TEA, que mora em Indaiatuba (SP) e das percepções de especialistas de diversos segmentos.

Um dos objetivos da produção é conscientizar as pessoas sobre a importância da compreensão das diversas facetas do transtorno. “Muitas vezes nos deparamos com uma falta de entendimento sobre as diversas nuances que envolvem o TEA. Dentro do espectro existem diferentes níveis e, às vezes, devido a uma visão estereotipada do transtorno, muitos acabam perdendo oportunidades para se desenvolver”, explica Elaine Marques, CEO do Rede Azul.

Alan Coelho, diretor do documentário e à frente da Acid Filmes, ainda acrescenta: “Além de fornecer informações úteis sobre o TEA e contar a história da família da Elaine desde as dificuldades enfrentadas com a filha dela até a criação do app, também queremos mostrar como as dores geradas por essas complicações foram transformadas em um impacto positivo”.

Documentário “A Rede Azul” será lançado nesta terça-feira, 19.

Desenvolvimento | Um encontro de desejos e motivações marcou o início da produção. De um lado, Elaine Marques já pensava em criar uma websérie;  do outro, Alan Coelho queria utilizar sua experiência no audiovisual para ajudar outras pessoas. “Eu já conhecia a Acid Filmes por outros trabalhos e, quando chamei o Alan para conversar, houve uma sinergia de interesses. Unimos a minha ideia com a vontade dele de fazer o bem. Depois que ele conheceu toda história e eu defini os personagens, decidimos mudar de formato e construir um documentário”, conta Elaine.

O ponto de partida do média-metragem é a história de Alícia Nicol Marques Escudero, de 18 anos de idade, que é filha da Elaine e tem Síndrome de Asperger – nível leve do TEA. A partir do diagnóstico de Alícia, que aconteceu apenas aos 12 anos de idade, toda família entrou em uma jornada cheia de obstáculos. A busca por educação, oportunidades e tratamentos que fossem adequados ao caso da Alícia eram tarefas muito complexas. Pensando que outros pais pudessem passar pelas mesmas situações que ela, Elaine começou a buscar soluções que facilitassem essa procura por serviços amigáveis à comunidade autista. Então, surgiu o Rede Azul.

Em meio ao desenrolar da narrativa, profissionais de áreas distintas compartilham seus conhecimentos e visões sobre a situação das pessoas com TEA no Brasil em um debate que acontece logo após a transmissão do documentário. Entre eles estão Damião Silva, psicólogo clínico e escolar e especialista em Transtorno do Espectro Autista, Altas habilidades e Superdotação, Denner Pereira, advogado e servidor público da Procuradoria do Estado do Paraná e a neuropediatra Deborah Kerches. Está confirmada ainda a participação da empresária Amanda Ribeiro, que resolveu estudar sobre o tema para ajudar o filho, que fundou a Incluir Treinamentos, que treina e capacita profissionais e empresas para inclusão de autistas. Também participa a fonoaudióloga Nattaly Castro, especialista em Processamento Auditivo Central (PAC) e Homologada no Sistema de Estimulação Neuro Auditiva (SENA).

O debate será mediado pelo consultor independente em temas relacionados à responsabilidade corporativa Antônio Albuquerque. Autor do livro Terceiro Setor – história e gestão de organizações e membro do Programa Leadership for Environment and Development (LEAD International) da Inglaterra e do Global Salzburg Semminar na Áustria.

Como assistir? | O documentário Rede Azul será lançado neste dia 19 de janeiro durante uma live promovida no Google Meet, que pode ser acessada aqui. Depois, a produção ficará disponível no canal do Rede Azul no YouTube.

Rede Azul | Lançado em dezembro de 2019, na Google Play Store, o app foi liberado gradualmente, começando por municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC), interior de São Paulo. Atualmente, está disponível para todo país e conta com 1,5 mil usuários ativos. Em breve também será lançada a versão para IOS (Iphone).

O foco são as experiências. Os usuários podem deixar suas indicações de locais ou serviços amigáveis para pessoas com TEA – que dentro do app recebem o nome de Pontos Azuis – para que outros possam consultar, vivenciar e avaliar. Com todas essas informações, o aplicativo calcula uma média das notas para cada indicação. Os Pontos Azuis se dividem em 18 categorias; entre elas, escolas, terapias, estética, igreja, esportes, turismo e Famílias do TEA, seção que pretende criar uma rede de apoio entre familiares que, muitas vezes, precisam trabalhar em casa, a fim de cuidar de pessoas com TEA.

Acid Filmes | Idealizada por Alan Coelho, profissional com mais de 10 anos de experiência no meio audiovisual no eixo Rio-São Paulo, a produtora atua em vários segmentos e coleciona trabalhos com empresas de renome, como Toyota, Levi’s e Ray Ban.

Teaser – clique aqui

Informações:

Documentário A Rede Azul

Lançamento: 19 de janeiro

Horário: 20h30

Onde assistir: Google Meet

Cronograma:

20h30 Início da transmissão

20h36 Abertura oficial

20h40 Transmissão do documentário

21h07 Debate e considerações finais

21h29 Encerramento

Facebook redeazulapp / Instagram redeazulapp.

Fonte: Kleber Patrício

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